13 de mai de 2010

Começos [Framentos]

"Eu sei que você vê tudo o que eu faço
Eu sei que você lê tudo o que escrevo
Escrevo pra você"
Estrelas- Ludov

O caminho para decepção começa quando o subconsciente cria expectativas
então, se tudo não passar de um sonho bom,
já é tarde.
O dia já amanheceu e o tempo voou
O difícil não é dormir sozinha,
é acordar comigo mesma
com meu eu ainda dentro de mim
latejando
pedindo que se fechem os espaços que eu mesma abro
pra te colocar num lugar da minha vida que você não cabe.
antigas certezas que me deixavam deitar e dormir tranquila
e você chega de repente
pra me roubar do meu mundo seguro
e me levar pros sonhos acordados
pra me fazer perder o sono com o coração palpitando acelerado.
Agora eu sonho, mas não durmo,
tenho medo de acordar.
Meu mundo girou 360 graus,
estou de novo de ponta cabeça,
de novo sinto os ventos que um dia me trouxeram pra cá
ao mundo do medo, incertezas
perfumes, desculpas, beijos
meios.
Pra recomeçar a incansável busca por si mesmo.
No outro.


Esse texto não tem data, foi escrito em partes, em qualquer pedaço de papel, em dias de muita confusão sentimental.
Mas deve ser de maio/2009, se bem me lembro. Juntei vários trechos de palavras escritas quase soltas em uma mesma semana e amontoei como pude. Naqueles dias eu só precisava escrever, tirar da mente pra tentar explicar pra mim mesma. Ficaram pequenos pseudo textos repetitivos e confusos.

6 de mai de 2010

Adeus. [Fragmentos]

Não quero que veja isso como um abandono, mas eu preciso ir. Encontrará os armários vazios, e desculpe pela carta em cima da mesa, mas foi a única maneira que encontrei... Pode encarar como covardia, porque é, eu realmente não suportaria falar olhando nos seus olhos. Talvez signifique que deveria desistir, mas é melhor. Só não quero que veja como desconsideração, muito pelo contrário. Eu apenas tenho q ir. O problema não é você. Nem eu. Eu apenas não posso ficar. Não, não pense que me desfaço dos laços da escova de dentes no armário porque quero sentir-me mais livre, essa liberdade solitária me amedronta e me esvazia. Mas quando apertar o tubo de pasta de dentes no meio e ‘cavocar’ o pote de margarina se tornam brigas está na hora de ir. Talvez eu não consiga qualquer tipo de relação duradoura e cotidiana sem estes espinhos, mas também não posso deixar que coisas tão bobas acabem com a nossa. A convivência nos irritou e tudo caminha para o trágico, prefiro ir agora e ter na mente sua expressão serena e amigável dormindo ao meu lado na ultima noite. Eu estou indo, prefiro mesmo abandonar a ver apodrecer em minhas mãos. Mesmo que isso deixe mais lacunas do que apenas as desavenças. Nos vemos aos finais de semana, daqueles em que o tempo para matar a saudade parece pequeno, e por isso tão bem aproveitado, sem tempo para prestar atenção no pote de margarina, nem, tampouco, de deixar a escova de dentes no banheiro. E já tenho que ir. Não vou substituí-lo, quando puder aceitar e celebrar a convivência, serás o primeiro apertador de pasta de dentes de quem me lembrarei.


Quem tentou adivinhar, errou.
Esse texto data do dia 02/04/2009, ainda do primeiro volume do Caderno Verde. Por enquanto vou coletar coisas que foram escritas antes e que eu julgue interessantes, pertinentes ao momento ou não, sobre acontecimentos específicos ou não. enfim, Fragmentos.


Quem sabe eu atualize mais vezes desse jeito