26 de out de 2010

Um sábio falou pra Maria...

-Olha, essa coisa de se apaixonar e se relacionar, é normal. Não pense que vai mudar ou melhorar com o passar dos anos, não, viu? Vai ser seeeeempre a mesma coisa. Seeeeempre daquele jeito. Vai ser como se fosse a primeira vez, todas as vezes. E é assim que é. Mas o problema mesmo de ter alguém, é a forma com que você o ''possui''. Tente entender. Você já teve um gato, não teve? E um passarinho? Sim. Pois é, qual dos dois ficava na gaiola? E qual dos dois vivia livre, e passava a maior parte do tempo com você, em seus braços? Gostar de alguém é mais ou menos como criar um gato, e nunca um passarinho. Não coloca numa gaiola, não prende, não impõe convivência, que isso é uma merda. O passarinho até fica ali na gaiola, comendo do teu alpiste e bebendo da tua água. Mas o pensamento dele está nos ares, nas florestas, nas passarinhas que ele perde de conhecer, e assim que ele tiver uma chance, quando você vacilar com a gaiola, ELE VAI VOAR PRA LONGE, BEM LONGE DE VOCÊ. E ele não volta não, viu? Mas veja o gato. No começo, ele vai querer conhecer todos os cantos, e ficar distante. Ai você dá um leitinho, uns biscoitos, um carinho.. e ele começa a vir todas as manhãs pra perto de você. Gato é um bicho difícil de conquistar, tipo gente. Mas no final é basicamente isso: eles não precisam de muito para se sentirem necessários e necessitarem também. Quando você menos nota, ele não sai mais de perto. E nem precisou de gaiola, entendeu? Pois é, é mais ou menos isso aí..

Pois é, disseram pra Maria...
Eu conheço o blog da Maria por causa do blog do Henrique.

17 de out de 2010

Vou tentar manter o coração aberto pra você

Eu não sei se devo chegar dando um beijo e um abraço apertado, e simplesmente agradecer, por tudo que nós somos, por ser relativamente fácil, e tão natural o gostar.
Pelo diálogo e paciência.
Ou se eu não quero fazer parte disso, dessas preocupações e irritações, ter que aprender a conviver com outro gênio, com outras convicções, com outros preconceitos e certezas.
Nos momentos de silêncio que corroem toda aquela espontaneidade.
Eu não sei se é fantástico e diferente, ou se assim sempre parece, e por fim, os problemas se repetem.
Se eu recebi o presente divino de amar alguém tão bom, ou se também eu me apaixonei por sua bondade.
Eu sei que eu amo mais do que fico brava com certas coisas.



Não basta que o outro tenha as qualidades que você admira, é preciso que tenha os defeitos que somos capazes de suportar. E ainda admirar as qualidades, sem isso, há apenas uma amizade sem contemplação. Sem defeitos particularmente toleráveis, há um desamor a si próprio. Mas essa é a maneira de algumas pessoas amarem o outro.


"Eu te amo de alma para alma.
E mais que as palavras,
ainda que seja através delas
que eu me defenda,
quando digo que te amo
mais que o silêncio dos momentos difíceis,
quando o próprio amor
vacila."
Quando o amor vacila - Maria Bethânia


9 de out de 2010

Querido diabo,

Hoje eu comecei o dia perdendo o ônibus por um beijo, mas só porque eu sou tonta e incrivelmente distraída.
Depois perdi o celular no ônibus, não o mesmo que eu já havia perdido, outro, outro ônibus. Ainda bem que alguém teve pena da pessoa tonta que deixou o telefone no banco e entregou para o cobrador, e ainda bem que o cobrador me devolveu. Depois disso me vesti de mãe de santo açougueira e sai na rua feito uma tonta de branco e jaleco na bolsa, já que é proíbido carregar jaleco na mão, a toa, porque não tinha nada pra eu fazer na clínica.
Pra acabar o dia bem, meu amado namorado passou mal com a comida que eu fiz.
Obrigado Deus, por eu ter um namorado tão paciente e querido, por estar na faculdade e poder bancar os caros custos investimentos que esse curso me faz ter. Ah, e por eu ter comida pra fazer pro meu namorado, coitado.
Mas que ser humano acerta um jornal dentro do próprio globo ocular, sem o reflexo automático de fechar as pálpebras?