4 de jan. de 2010

No começo do ano que já dava seu adeus final... 3/3

No começo do ano que agora já dava seu adeus final, pretendia não mudar o que dera certo no ano anterior, e aprimorar o restante.
Analisando bem, fez exatamente o contrário.
Ao que julgava bem sucedido, acomodou-se e esvaiu. O que imaginava desnecessário surgiu de repente e mostrou-se indispensável. E o impensável brotou de suas escolhas mal feitas.
Nem todas as mudanças foram boas, nem todas más. Nem todas as edificações foram planejadas, nem todas as pretendidas se realizaram.
Mas olhou para trás e viu que mudou enfim.
E continuava a fazer o que o papel pedia, talvez até mandasse, Feliz. E isso é o que importa.
Não faria lista de pretensões de ano novo, o ‘ano novo’ acaba com a velocidade da luz dos fogos artifício do primeiro dia do ano.
Para o próximo ano, Ser Feliz! Todos os 365 dias do ano, mesmo que para contribuir com isso tenha que realizar alguns dos antigos itens das antigas listinhas.

Um ano de pseudo atividade e devaneios esporádicos neste endereço
Obrigado a todos e qualquer um que passou por aqui.
E aos que fizeram parte de 2009, que deram rumo a ele e estão intrísecos no texto, agradeço pessoalmente.
Nos vemos este ano.

Um beijo pra minha mãe, pro meu namorado, e especialmente pra xuxa e pra xaxa

Perfil 'Quem sou eu" escrito para este texto.

30 de dez. de 2009

Escrito num pedaço de papel colorido... 2/3

Escrito em um pedaço de papel colorido, com letras garrafais e todo enfeitado, colado com a incrível fita dupla face num arranjo meio que permanente, longe da insignificância dos papeizinhos amarelos que logo perdiam a cola, acima das listas de pretensões, o objetivo maior “Ser Feliz!”.
Esse não era bem um lembrete, não era preciso. Tornara-se, na verdade, parte da decoração do quarto, tão bem desenhado fora. Inclusive, parte da mudança da decoração do quarto que pretendia fazer, o começo dela.
Pensando bem, estava muito diferente do começo do ano, o cômodo. Sua organização e as lembranças que ele trazia. A disposição dos móveis e o conforto que sentia ao entrar.
Estava muito diferente do começo do ano, sua vida. Não conquistou necessariamente os itens estimados, pelo contrário, realizou algumas das coisas que deixara fora da lista propositalmente, justamente porque não as almejava. O que não a impediu de alcançar. O que a assustou e surpreendeu, mas foi uma fantástica e maravilhosa falha nos planos.
Estava muito diferente do começo do ano, seu coração.
Estava muito diferente do começo do ano, sua fé.
E a vida ao fim do ano lhe parecia mais mágica, o mundo parecia maior, cheio de novas possibilidades, novos lugares, e ao mesmo tempo tão apertadinho, ao ponto de não caber mais ninguém além d’ele com sua fé e ela com seu coração, e esse mundinho era grande o suficiente pra que nenhum dos dois precisasse se apertar para que coubesse o outro, ainda assim, eles preferiam dormir espremidos num abraço.
E colocou um adorno a mais ao objetivo constante, que mais se enfeitava à medida que se cumpria. E, no fim das contas, interferiu para que os quilos conquistados a contra gosto nem importassem tanto.

A lista de objetivos de ano novo jazia... 1/3

A lista de objetivos e resoluções de ano novo jazia no post it colado na parede defronte à escrivaninha. Já se fixava com auxilio de um pedaço de durex, pois o adesivo dos lembretes já havia cedido há alguns meses. Continuava ali na esperança vã de que fosse lembrado em algum outro momento ao longo do ano.
Daqueles objetivos separados em duas categorias nomeados por ícones desenhados, indicando, basicamente, objetivos da alma e do corpo, até agora, nenhum realizado. Pensando bem, nem inédita a lista era, só mudavam as construções das frases, de ‘emagrecer 5 quilos’ para o começo do ultimo ano, para ‘emagrecer os 5 quilos que ganhei esse ano’ no final dele, no saldo, 10 quilos que lhe pesavam mais a consciência que a própria balança da farmácia na esquina, da qual já até cortava caminho. Ao lado das pequenas listas cheias de mudanças utópicas houve, por um tempo, um programa de dieta e exercícios, que foi retirado para dar lugar a algum aviso de compromisso da faculdade, ou de um filme na televisão que não queria perder, nem lembrava mais.
A relação dos hobbies era mais deprimente, tantas coisas que davam prazer em serem feitas, tão animadoras, mas que eram deixadas de lado em troca de horas dormindo no sofá da sala, ‘dormir menos e melhor’ outro item deixado de lado. Ela era estranha mesmo, enquanto a maioria dos universitários com a quantidade de coisas que ela tem pra fazer se priva de sono e sonhos, ela dorme bastante, até demais, e tem pesadelos. O que lhe custou mais um ano longe do objetivo sonhado ao entrar na faculdade, a formatura.Queria tocar violão, queria decorar seu quarto, montar álbuns de fotos fora do computador, reformar seu guarda roupas com o que ela já tinha, levar a diante o antigo projeto secreto. Queria.
Quis tanto.

18 de nov. de 2009

O problema é que eu te amo

Quando eu disse que amava demais, era serio.
Quando eu falei que minha vida se vinculava cada vez mais a sua, era verdade
E que meus pensamentos eram seus, meus planos e sonhos com você, meu tempo pra você, era sincero.
A priori, e não dou a mínima para utilização correta da expressão 'a priori', eram loucuras boas, se entregar por inteiro, sem gostar pela metade.
Usar todo o tempo livre possível juntos era só atender a uma anseio desesperado do coração, uma coisa tão boa, que nunca haveria de cansar.
E todas aquelas conclusões de o que não se deve deixar acontecer para não fadigar o relacionamento são postas de lado, pelo prazer da sua companhia como a coisa mais importante do mundo, com a certeza instantânea de que tamanha euforia nunca haveria de acabar.
E de repente a sensatez bate à porta e lembra que existe um mundo além desse nosso infinito particular.
A vida já era boa antes de você, e a sua boa antes de mim, então, dar um tempo pra'quela vida particular também não é tão ruim.
Antes verdades nuas, cruas e cruéis tão naturais, vão deixando que tudo se resolva. E já é preciso outro alguém pra desabafar aquilo que nem eu mesma consigo entender.
Coisas previstas, e que antes, no auge do meu equilibrio, eu pensei que saberia aceitar, mas meu sentimento extremista custa entender.
Antes simples como um beijo, sem que ainda o cotidiano e a convivência mostrasem suas faces dualisticas, que fazem tudo crescer e durar, e cada vez mais unir, e ao mesmo tempo, a necessidade de às vezes afastar, e a confusão da minha, com a nossa, com a sua vida, e com a gente, e de tolerar, entendendo que não tem nada de errado aqui.
Agora comum como um beijo.

O Problema é que eu te amo!

16 de out. de 2009

Histórias que nos contam na cama antes de gente dormir.

Um história pra gente grande dormir...

Era uma vez um menininho. Ele era um menino louco, e bem pobrezinho, e pra não passar fome ele tinha que trabalhar em uma coisa que ele não gostava [na verdade, ele tinha que trabalhar pra ter dinheiro pra ir festar nos finais de semana, mas desse jeito a história fica menos dramática], nesse trabalho ele brigava com uns caras grandes e fortes, o que era bem difícil, já que esse menino não era grandão, nem forte [isso não fazia muita diferença, já que ele brigava com os outros pelo telefone, mas não vem ao caso, ele não gostava do trabalho do mesmo jeito, porque ele era um bom menino, e não gostava de brigar com as pessoas ;D], então ele resolveu que seria um pensador quando crescesse e foi estudar numa escola de loucos, lá tinham muitos outros meninos e meninas loucos como ele, que queriam mudar o mundo, que faziam militância política [como o governo não deixava que eles estudassem isso, mudaram o nome para Ciências Sociais], mas esse menino estudava numa classe especial para loucos, uma tal de Filosofia.

Um dia, ele resolveu ir junto com um amigo dele, lá da escola de loucos, pra um lugar com outro tipo de loucos, cabeludos, barbudos, que usavam tachinhas e roupas escuras e gritavam coisas que não davam pra entender numa voz gutural. Lá nesse lugar ele encontrou perdida no mundo dos humanos, e pior, num lugar de loucos, uma fada, a fada do dente. A fada estava com uma amiga dela, que também era louca, e conhecia o amigo louco do menino louco, e ele começaram a conversar, a fada e o menino louco. Conversaram e descobriram que eles gostavam de uma coisa em comum, ela como uma fada, ele como um menino, gostavam de uma coisa mágica, que parecia com um circo, com palhaço, corista, trapezista, bailarina e soldado de chumbo, que também parecia com um teatro, algo como um teatro mágico.
Depois desse dia o menino ficou pensando na fada, mas eles eram de mundos diferentes, ele dos humanos, e ela do mundo mágico das fadas do dente, mesmo assim ele deu um jeito de conseguir falar com ela, com um tipo de ferramente para comunicação entre os mundos, o MSN. Então eles combinaram de se encontrar, pra conhecer um pouco mais do mundo um do outro, e foram pra um show do Barão Vermelho, aquele do desenho Corrida Maluca, sabe?
Desde então, eles não se desgrudam mais. Eles formaram um mundo só deles, um mundo meio mágico, meio louco, já que a fada também era louca, e o menino sabia fazer mágicas fantásicas, e ele foi mostrando pra ela como o mundo humano era mágico quando eles estavam juntos, e como um mundo louco era bem mais legal e interessante.

28 de ago. de 2009

Degraus

Aquele apartamento, tanto tempo depois, era só um amontoado de coisas que um dia fizeram sentido.
Um amontoado organizado, mais organizado que nunca, depois de tanto tempo sem aparecer por lá. Organização sempre me pareceu sinal de distância psicológica, mas ali a arrumação não tinha nada a ver com o abismo que sentia entre eu e aquele lugar, só era uma constatação, uma espécie de estopim, de epifania.
Não era possível manter minha casa organizada daquele jeito, papéis e livros obedientemente nas prateleiras, a mesa do computador não contendo nada além do objeto para o qual era idealmente nomeada: o computador. Os CDs todos empilhados copiosamente no espaço da escrivaninha destinado para CDs. Inacreditável. Nenhum espaço incumbido da missão de abrigar a mim, ao meu coração e as minhas coisas estaria daquele jeito, como não estivera aquele lugar na época em que eu o frequentei.
Parei pra pensar naquelas coisas que uma dia fizeram sentido, fitei-me no reflexo da mesma janela, e não reconheci a cortina que a cobria, nem a mim, nem a paisagem através do vidro. Quando me olhei, tentei ver o meu eu passado, tentei entender as antigas razões de estar naquele lugar, não encontrei, se quer, razão para estar ali naquele momento.
Parei, então, de pensar naquelas coisas.
Eu sabia que o que ouvi não passavam de mentiras q minh'alma utópica gostava de acreditar.
Mentiras sinceras não me interessam, não.
Não mais.
Peguei minha bolsa e saí.
Desci as escadas ainda sentindo o cheiro do café sendo coado.

9 de ago. de 2009

Sei não

"É... meu computador
Apagou minha memória
Meus textos da madrugada
Tudo o que eu já salvei
E o tanto que eu vou salvar
Das conversas sem pressa
Das mais bonitas mentiras

Hoje eu não vivo só... em paz"

O Teatro Mágico

acho que devo uma resposta quanto aos 'memes' pendentes... Na verdade nem sei se houve, em algum momento, a real intenção deles serem cumpridos, já que repassados certamente não serão, mas, enfim, quem sabe um dia eu responda, ou não
quem sabe, também, em breve eu escreva alguma história devidamente dramatizada, ou ao menos relatos das minhas férias...
quem sabe?
eu não