3 de out. de 2011
Felicidade
Aí vai ter quem diga, amor eterno não existe.
Como se cada um não tivesse seu jeito de ver o mundo e se relacionar e minha verdade não pudesse ser real, no MEU mundo.
Nós temos ideias e conceitos próprios, nós discutimos isso com nossos amigos, concordamos, brigamos, crescemos... Mas o mundo virou de ponta cabeça e agora quando falamos online, falamos para o mundo... Mas ainda conversamos sozinho. E a maioria não quer ler e conversar, absorver ou rejeitar ideias, conhecer conceitos, quer mesmo é brigar e impor seus pontos de vista...
E nós fazemos isso todos os dias, e sem perceber isso vai mudando nossa maneira de ver o mundo... É construtivo, porque não... Mas quando falamos a quem quer ouvir, como sempre foi feito, em mesas de bar, de shopping, de cantina...
E o que é Felicidade para você?
Algumas pessoas encaram a Felicidade como um momento, aquele suspiro, aquele sorriso, aquele olhar...
Eu só posso dizer que em mim, felicidade é tudo. Que esse momento é a Alegria.
E Felicidade é quando a Alegria está ganhando da Tristeza. É o saldo final, do dia, do mês, do ano. E pensando bem, isso me parece uma Felicidade bem otimista...
E dizer eu SOU feliz. Felicidade é um monte de Alegrias.
26 de set. de 2011
p*&@#, Merda!
Tarde, quente, úmida, praça... E senti aquele cheiro de bosta de pombo...
E me passou um filme pela cabeça... Abraços, dias, noites, brigas, beijos, e era como se eu estivesse caminhando com pressa não mais para chegar logo ao outro lado da praça, mas para escola de inglês do outro lado do bosque e sem merda no cabelo ou na roupa.
Quantas vezes eu não tive vontade de sair de casa com um guarda chuva só pelas pombas, ou de ir pela catedral pra não passar pelo bosque ao entardecer... Mas de repente me parecia mais longe pelo outro caminho, e eu sempre me esquecia do guarda chuva, sempre atrasada...
Quantas noites passando pelo calçadão, sendo lavado por caminhões pipa e aquele cheiro subindo mais com a umidade...
Como nos dias em que saia de branco para a clínica, andando devagar para não escorregar na merda que formava uma camada espessa no chão.
Passando pela concha acústica e quase pisando nas pombas cagonas, que de tão acostumadas com o vai-e-vem de humanos, nem saem mais do caminho... até duvidaria que com aquele tamanho de frango conseguissem voar, se não sentisse que a merda vinha do alto.
Até pra sentar nos bancos tinha que competir com as carimbadas branco esverdeadas, ou forrar o banco.
Dois anos e meio voaram até a copa das árvores infestadas de passáros, e eu senti saudades...
Saudade de sentir cheiro de merda de pomba todos os dias, e de pragueja-las...
Aqui as andorinhas da rodoviária não tem um cheiro tão marcante... E ainda assim eu acho um espetáculo a revoada dos bandos até os postos para mirar nossas cabeças
25 de ago. de 2011
Eu acredito no semáforo
Estávamos nós, no lago, num entardecer gelado, e eu só conseguia escutar o choro do motor do carro se recusando a ligar, e o semáforo na nossa frente, verde, amarelo, vermelho, umas 100 vezes. E eu nem tive a idéia de cronometrar quanto tempo levava cada ciclo, ficava só vendo as luzes coloridas. E girando a chave.
Quando eu me irritei e desisti devia ter ido caminhar, ou sentar no banco da pista, olhar as luzes de outro ângulo.
... Eu acredito no avião
eu acredito no relógio
eu acredito no coraçãoo (8)
Semáforo - Vanguart
12 de ago. de 2011
Sobra tanta falta
Sabe quando você ouve uma música pela milésima vez, mas é como se fosse a primeira.
Aquela música que você até sabia que era bonita, mas nunca tinha entendido todos os acordes com o coração.
E parece que a gente conhece os mais íntimos segredos e amores de quem a escreveu, é como se fossemos amigos de confidências, chorando as próprias desventuras ao sons de suas letras.
Sei que incerteza traz inspiração, E a tristeza parece poesia, e espero que eles saibam que seus amores e desilusões embalam e inspiram os nossos, e que não são poucoas vezes que roubamos seus versos e transformamos na 'nossa música', e até demos elas presente.
Falta tanta coisa na minha janela, como uma pedra....
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Bons Ventos Para Nós
Pena que não apareceu muito bem a tattoo
19 de jul. de 2011
Vício
Antes eu gostava, agora eu gosto da lembrança doce de como era bom gostar...
Acho que ainda é gostar, ainda é doce.
13 de jul. de 2011
Lumus
Sabe quando uma coisa te invade, e você não sabe se está feliz ou triste?
Dessas coisas que nem tem nome, só cor e cheiro, e são tantos.
Ah, amigos são esses que eu passo meses sem uma conversa decente, mas que quando eu encontro é como se tivesse visto ontem, na escola. E a sensação de que faltei um dia de aula, e justo nesse dia tudo aconteceu, muitas novidades, mas o assunto continua onde parou da última vez.
A diferença talvez seja que nessa época a gente nem dava oi ou se despedia toda vez que se via, já ia direto pra conversa.
Sabe quando você se arrepende de tudo, tudo que te afastou dessas pessoas, mas olha pra frente e vê que muitas dessas coisas foi que te trouxeram outras pessoas maravilhosas.
E que algumas situações seriam insustentáveis se perdurassem, e só eram perfeitas pela certeza do futuro distanciamento. Mas os que são de verdade nunca vão, só continuam vivendo, como eu, mas sempre a um telefonema de distancia.
Aí eu entendi, três anos e meio mais tarde, o medo não era cursinho ou não ir pra faculdade, era não saber pra onde iria... não ter pelo que esperar, não ter uma conversa de segunda-feira.
E eu pensava que 'àquela' altura da vida não seria capaz de amar daquele jeito de novo, que já era tarde. Mas nunca acaba, nunca deixa de chegar pessoas, e nunca deixam de ir, até amanhã.
Voltar é tão dificil quanto ir, e cada vez com mais bagagem.
"São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem
Da partida...
A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar"
Encontros e Despedidas - Milton Nascimento
Nox
30 de mai. de 2011
Fé solúvel
Conhecimento deveria ser além de opcional, reversível, posso voltar matrix?
antes do medo o amor
antes do amor a dúvida
pois nem Deus sabe quem o criou
e o que prevalece em nós
A primeira semana - O Teatro Mágico



