24 de jan. de 2011

Ele disse...




Ele me mandou, e ainda disse que não foi uma indireta, só lembrou de mim quando leu... Sei..

19 de jan. de 2011

Muié Maravilha

- Olha, um monte de twites de quando a gente era namoradinho.

Ele riu. Noob.

É, porque agora a gente é só namorado. Depois que passar de fase, digivolve para Muié.
O chefão é quando eu virar a Mãe.

- O mãe, a mamadeira do Luke tá pronta?

Game Over.

É isso que acontece depois que a princesa é resgatava pelo Mário.

9 de jan. de 2011

Profissão namorada

- Olha, um monte de SMS de quando a gente era namoradinho.

Ele riu. Palhaço.

É, porque agora a gente é só namorado. O próximo próximo passo é ser promovida a Muié.
A aposentadoria vem quando eu virar a Mãe.

- O mãe, a mamadeira do Juninho tá pronta?

Fim de carreira.

Não tem nada de bonito e brega como aquela caneca "criativa" que você ganhou de natal.

24 de dez. de 2010

És o que tenho de suave

Era uma madrugada fria. Gelada. Mas da madrugada o que eu me lembro não é do frio, só de não querer sair do carro, de não querer chegar nunca, de que nem fosse preciso ir.
Amanheceu e continuava gelado, foi um desses dias que as extremidades endurecem e chegam a doer, mas doia mais por dentro, e minha vontade era sentar do lado de fora da casa, abraçar os joelhos, e congelar. Quando se tornava quase insuportável ficar dentro da casa, o clima atordoando a mente, mas nem por isso aquecendo o coração, não me deixavam sair pra respirar um ar um pouco mais leve, ainda que glacial, podia acabar ficando doente. Quem se importava?
O sol ia ficando mais forte com o desenrolar do dia e sentar sob seu calor derretia um pouco dos nervos que já enrijeciam. Mas não resolvia. Eu também queria ficar lá dentro, e passei o dia andando de um lado para o outro, como antes corria pela casa derrubando coisas.
Eu sempre achei que quando fosse chegando a hora, bateria o desespero, ficaria catatônica ou choraria alucinadamente. Foi um pouco aliador. Ficariamos só nós, poderia dormir, ainda que não tivesse sono, até porque esperar não resolveria nada. As coisas já estavam difíceis.
As vezes melhora, as vezes eu não quero que melhore, pra pelo menos manter clara e recente as últimas lembranças antes daquela madrugada fria. As vezes piora, quando não parece justo dizer isso pra quem sente o mesmo. E não é. Ou quando aparecem coisas do passado que eu nunca precisava saber. De um passado que vai ficando cada vez mais remoto, cada vez mais importante. Eu queria esquecer pelo menos esse dia, o frio, o desnorteamento, mas nem são essas as memórias mais doidas. O difícil é querer alimentar lembranças que fazem tão mal por serem lembranças. As mais antigas e as, ainda, mais recentes.








O natal mais triste.

És o que tenho de suave, e me fazes tão mal

26 de nov. de 2010

Eu sou chata

Sou meio que uma contradição, porque ao mesmo tempo que amo conversar, eu detesto…conversar. Na verdade, o que eu detesto é ter que conversar, o que torna tudo totalmente diferente. Quando isso acontece, faço questão de parecer o mais chato possível, pra ver se assim consigo que a pessoa me ache insuportável e nunca mais queira falar comigo.

Agora, com aqueles que me sinto à vontade, eu amo conversar, sobre qualquer coisa, contar histórias, discutir a Teoria da Relatividade (mesmo conhecendo o mesmo do assunto que uma lontra conhece sobre construir submarinos), contar piadas ou abrir meu coração. Conversar, bater papo, sabe?



Eu dou risada muito fácil, e muito alto, mas detesto distribuir sorrisinhos amarelos pra gente que não gosta de mim. Eu também não gosto delas. sacou?
Tem gente se incomodando por eu ser anti social, não puxar assunto e minutos depois não calar a boca falando com outras pessoas. Engraçado, eu não dou a mínima se me acham chata por isso. Eu sou chata.







Valeu Henrique, era exatamente isso que eu queria dizer, mas como no seu blog era bonito e para as pessoas com quem você gosta de conversar lerem, eu fiz uma conclusão ^^

12 de nov. de 2010

Eu odeio primavera!

É, odeio mesmo. Essa conversa de estação mais bonita do ano não tá com nada.
Na primavera eu teimo pra não dormir de janela aberta, apesar do calor que começa a invadir as madrugadas. É que junto com a brisa, há uma revoada exagerada de insetos, e entre eles a mais temida e pavorosa barata, que na tão famigerada época de renascimento e renovação saiu do sono profundo do inverno e alveja as janelas abertas durante a noite.
Por mim podia fazer frio o ano todo. Nem esse sol escaldante me serve pra muita coisa boa, não numa cidade que quase não tem árvores nas ruas, longe da praia ou sem piscina.
Primavera, florzinha, borboletinha voando eu deixo com os românticos. Eu só sinto pernilongos beliscando meus tornozelos, escuto o canto horripilante da cigarra torcendo pra não cruzar com uma no meu caminho e passo calor durante a noite.
Eu tive um amigo romântico, daqueles no extremo, bem típico. doente. Ele amava perdidamente pessoas que ele mal conhecia, mas na mente dele a amada já tinha um perfil formado, e era perfeita. De um dia pro outro ele desapaixonava, e já amava outra, com a mesma rapidez que desamou e talvez até por conta do novo amor. Era um ciclo de idealizações. Não posso dizer que ele deixava de gostar de alguma quando ela se apaixonava também e os dois enfim se conheciam, nunca vi ele ser correspondido, coitado.
Pra tentar ver com clareza o que acontecia em volta, eu procurei, cavei defeitinho do falecido que tanto amava, por mais que tudo que me surgisse na mente fossem coisas lindas. Duvidei do que eu já não acreditava, por mais que fosse um bom consolo, pra não me perder de mim mesma, no meio das minhas próprias ilusões confortadoras.
E no final, não faz tanta diferença o que eu acredito, as coisas são ou não, e eu nunca vou saber. Só queria conseguir confiar que existe um bom lugar depois de tudo.
Deixo as flores com os românticos.
Eu prefiro os ipês, dos roxos, que florecem no inverno, exibindo vitalidade depois do outono.

7 de nov. de 2010

Final de semestre




Eu fiz o desenho assim assim que acabaram as provas do bimestre passado. Desenhar na semana de provas é pecado.