17 de abr. de 2009

Caderno Verde

Verde
Amarelo + azul
Faixa de freqüência 550 nm do espectro de cores visíveis
No semáforo, siga em frente
Um tipo de esmeralda
Maça verde
Coco verde
Grama
Menta
Verde de inveja
Passarinho verde
Antônimo de "maduro"
Chá verde
Cheiro verde
Antes do baile verde
O incrível Hulk
Clorofila
Lanterna Verde
Na bandeira do Brasil, o verde representa as florestas

Pra mim? apenas mais uma cor, e nem é minha preferida
O caderno? estava na banca de promoção, foi o que me pareceu mais bonito.

11 de abr. de 2009

dentro do metal... tudo?

Aparentemente, eu era um deles, me vestira de acordo, e, num pretinho básico, ninguém me olharia com curiosidade nem no shopping, nem ali, mas eu observava tudo tentando entender o gosto daquelas pessoas, e compartilhar, quem sabe, o sentimento delas.
Ali, naquele mesmo lugar estavam pessoas com diferentes opiniões e personalidades, assim como, das poucas que eu conheço, algumas eu adoro, outras eu odeio, mas unidas por um gosto em comum, exceto eu, que analisava todos como um único exemplar, via eles como público.
Achei bizarro um homem gritar estridente no telão, com a cara bem grande em primeiro plano, fazendo sua música, pra mim, não passavam de gritos em um idioma que eu não domino.
Na primeira banda, pirei, tá, o cara mais que gritava, grunhia indistingüivelmente no microfone, e arrisco que em idioma algum, ainda que eu falasse a língua dos homens da terra inteira, e dos anjos, eu não entenderia o que ele cantava, mas a guitarra zunia fantástica na minha frente, bem diante dos meus olhos, a visualização do som que se propagava pelo ambiente um tanto quanto vazio.
A última banda me levou mais próxima ao contexto, a voz era mais agradável, ainda que eu não entendesse o significado das palavras, distinguia-as, ao menos, o baixista era realmente belo, e as músicas se pareciam com o que eu já tinha escutado do gênero, mas ver algumas pessoas com as pernas um pouco abertas para dar equilíbrio, balançarem as cabeças, para baixo e para cima, como que automaticamente, afastou o sentimento de empatia que flertou brevemente com minha curiosidade. Algumas pessoas pareciam sentir a música ao chacoalhar a cabeça e movimentar o corpo, prostrando-se aos pés d palco ou às cordas da guitarra, até fazendo o cabelo se movimentar de modo fantástico, mas outros me pareceram apenas maquinais.

A segunda vez foi mais legal, eu curti o som, mas ainda não sei o que dizem, ainda da pra decepcionar. Estava bem mais cheio, mas tinha bem menos cabelo.

23 de mar. de 2009

eu já sei o que vou ser quando eu crescer

7:00 *musica irritante do alarme do celular* não tem jeito, se for uma musica agradável do mp3, eu não acordo

*ligar função soneca* nem é uma questão de pensar que eu posso dormir mais cinco minutinhos, se eu colocar o despertador para o horário exato eu não vou levantar de uma vez, eu vou dormir mais cinco minutos, mesmo não podendo...

7:30 enfim, levantar. tahhh, o que era pra ser 5 minutos virou trinta, aula na clínica, da pra enrolar mais.

me trocar correndo, roupas brancas, não esquecer da jaqueta, dia quente, mas conseguem fazer nevar com o ar condicionado da sala de aula.

comer os cereais matinais, escovar os dentes e sair correndo.

Relógio da torre estragado, de novo, deve ser a quinta vez esse mês.

8:00 aula

9:00 aula

10:00 aula

11:00 aula

12:00 aula

12:30 acaba a aula, por enquanto.

Ir pra casa, trocar de roupa, não tem como enfrentar ônibus e bancos em geral com roupas brancas.

Relógio da torre está funcionando novamente, o há com esse relógio?

Almoçar no restaurante, não da muito tempo de fazer almoço nesse dia da semana, ainda tenho q voltar pra faculdade, aulas da tarde no campus, realmente longe de casa, não posso enrolar com um soneca, ficando muito tempo em casa, corro sérios riscos de ser seduzida pela cama, talvez até pelo sofá...

14:00 perdida no campus procurando a sala

14:30 aula

15:00 aula

16:00 aula

17:00 aula

18:00 acaba a aula, por enquanto...

18:30 aula de inglês
é, pelo menos por enquanto as aulas são apenas distração, e uma hora a menos do meu dia, porque essa idéia justo esse ano?

19:50 acaba a aula

casa
o relógio até mostra a hora certa, mas as luzes estão apagadas... grande coisa... não se fazem mais relógios como antigamente

banho - dormir

veja o lado bom, agora eu sou veterana...
fala sério, nunca nem me senti uma caloura, e deixar esse rótulo não me tem ajudado nem a saber a sala em que terei a próxima aula

três meses pra cansar das férias, três semanas pra cansar das aulas... podia ter uns dias de ócio pra curtir em Londrina, curtir em tonel de madeira.

10 de mar. de 2009

Cabeça Vazia, oficina do diabo

Tanto era meu medo no início da férias de me render novamente ao ócio, e, de novo, ter uma crise Psico-somática de estresse, quem diria, causada pela falta do que fazer, que fiz mil planos para me ocupar, desenhar, fazer painéis para o meu quarto, pintar o cachorro de azul, andar de bicicleta... que, por fim, isso foi tudo o que eu não fiz, e ainda assim, não passei nem perto do tédio. Eu montei esse blog, que, mesmo atualizado com pouca freqüencia, rendeu várias horas tentando criar algo pra colocar aqui, e navegar na blogosfera também ocupou muitas das minhas horas online; eu viajei, e cansei bastante em um final de semana, o que foi uma viagem ideal, passear, aproveitar, também cansar, e sentir saudades de casa, do contrário, não da vontade de voltar do passeio; saí viajar de repente, em uma sexta a tarde; comecei a aprendera como tentar tocar violão, eu me divirto muito achando que eu toco alguma coisa, e as aulas de violão foram alguma coisa que eu tinha certeza que teria pra fazer, pelo menos um vez na semana, fora os tantos minutos semanais de treino [hehehe], e descansei bastante, dormi até cansar de dormir.
Eu não fui à festas, não desenhei, não arrumei meu quarto, não organizei minhas fotos...mas não fiz isso porque me sentia suficientemente ocupada para um período de férias, e adorei!
E agora, também percebi que eu já começava a sentir saudades de Londrina, e, mais que isso, de estudar! não, não de ir pra faculdade, de estudar mesmo. Eu me lembrei do porque eu vim parar nessa cidade, agora tão mais agradável, é um motivo fantástico, é um sonho!

26 de fev. de 2009

Qual é a música

lá vou eu dissecar algumas músicas, tá, criticar algumas músicas...
acho pertinente, coisas que muita gente canta, acha lindo, bonitinha, legal, mas nem parou pra pensar no que as letras dizem, e, às vezes, até concordariam comigo de que não fazem muito sentido... e não vou falar de Tati Quebra Barraco, e tampouco de Borboletas do Victor e Léo [essa ainda terá sua chance]


ícone da 'Zeca-feira' Zeca Pagodinho [sugestiva alusão =P], que pra mim, só de ser ícone da 'Zeca-feira' já é um bom motivo pra que eu não goste dele... mas não vem ao caso hoje...

Deixa a vida me levar

[...]Agradecer e ser fiel ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que tenho, vivo
De mansinho, lá vou eu
Se a coisa não sai do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos, lá vou eu
E sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu
E deixa a vida me levar (vida leva eu)

um claro hino à acomodação, não precisa nem pensar a respeito, está explicito, o cara não faz nada na vida dele, do jeito que estiver, tá bom, ele se acomoda, e 'é feliz' com o 'destino que Deus lhe deu'... pô, nem vem, tu é um preguiçoso, e não se da o incomodo de se incomodar com isso... se é seu jeito de levar a vida, tudo bem, não tenho nada a ver com ela... mas se você, siiim, VOCÊ que tá lendo canta isso e acha o hino à felicidade, reveja seus conceitos, e se quiser continuar cantando, cante! [eu que não cantava essa música nem por engano, agora então]


a segunda é, na verdade, só uma pequena nota, só para registrar meu devaneios enquanto ouço músicas, uma do Rei, Roberto Carlos, que eu confesso, tive contato através do Jota Quest

Além do horizonte

Além do Horizonte
Existe um lugar
Bonito e tranqüilo
Prá gente se amar...

meu conceito de 'horizonte' é: uma linha que se afasta quando você se aproxima... você já pode ter visto alguém ao horizonte, mas nunca vai se ver lá, a não ser que tive uma fotografia, e assim, horizonte pode ser exatamente onde você está, depende do ponto de referência...


e, pra encerrar com chave de ouro, desculpas Renato, Faroeste Caboclo...

Na sexta feira ia pra zona da cidade
Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador
E conhecia muita gente interessante
Até um neto bastardo do seu bisavô
Um peruano que vivia na Bolívia
E muitas coisas trazia de lá
Seu nome era Pablo e ele dizia
Que um negócio ele ia começar
E Santo Cristo até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar
E ouvia às sete horas o noticiário
Que sempre dizia que seu ministro ia ajudar

diz que o cara vai pra zona da cidade, gastar dinheiro, nãoo, ele não vai lá só conhecer pessoas interessantes, todas as sextas-feiras, e não lá, uma vez por mês, depois o dinheiro não da pra ele comer [?]
tá legal, não é só porque o rapaz não é bem favorecido financeiramente que ele só deve trabalhar e comer, faz parte do bem estar do seu humano se divertir, ter momentos de laser, mas quando o ilustre, magnífico, fantástico, explendido [.....] genial Renato Russo coloca "até a morte trabalhava Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar" eu subentendi que comer era prioridade para o dinheiro do João, sei lá, talvez seja minha alma burguesa falando, mas manter o corpo abastecido é um dos pré-requisitos [como é, tem hífen?] para se cogitar sair da casa santa sexta-feira pra ir à zona, antes também de comprar a ração do cachorro, do gato, do passarinho, a garrafa de velho barreiro... [ou talvez eu tenha q rever meus conceitos] {[tá, na letra não diz que ele tem cachorro ou bebe velho barreiro, talvez seja 51 mesmo]}


tá, eu critiquei grandes compositores, mesmo que eu não goste de um deles, e de três eu só não gosto mesmo do primeiro. e também não vejo com simpatia alguém, que, por ventura, me faça criticas tão rudes e de maneira tão ironica, mas se até eu, quando releio velhos textos que escrevi, tantas vezes os acho ridículos.. então, vai, atirem suas pedras

20 de fev. de 2009

Aponta pra fé e rema


Porto: do Lat. portu
s. m.,
lugar reentrante na costa do mar ou junto à foz de um rio, onde os navios podem fundear;
lugar onde se embarca ou desembarca;
fig.,

lugar de refúgio ou de descanso.
Porto Seguro: Município situado no extremo sul da Bahia, estando localizado no Nordeste brasileiro.
Porto seguro nas metáforas das relações humanas, algo parecido com o termo que consta no dicionário, com as devidas personificações, alguém que serve de apoio, abrigo, popularmente, um auxílio e proteção perante dificuldades.
Poeticamente, lindo, daria um ótimo [com o perdão da ironia] poema meloso-de-orkut de menina-de-quinta-série-que-vive-em-contos-de-fadas, na prática é uma canoa furada, se responsabilizar pelas feridas alheias, ser apoio nas tempestades, agüentar a força das ondas sobre si, mas, e quando vier a bonança?
Portos não se movem, e os barcos, que foram feitos para navegar, se vão. O pier continuar lá, apenas com o desgaste da maré em si, e só.
Sinceramente, eu não quero um 'porto seguro' para mim [eu quero sim ir à Porto Seguro]. Eu não vou parar de remar, quem sabe, alguém para remar comigo... Eu já tenho minhas âncoras, já tenho pessoas que me ajudam, mas que não ficam para trás com a calmaria. Algumas pessoas nos fazem de porto sem que a gente perceba, mas não preciso dizer que eu não vou me propor a ser 'porto seguro' de ninguém como se isso fosse apenas uma linda poesia, não é?! Eu não sou apenas um amparo. Quem quiser, tenho remos disponíveis. [com o perdão das metáforas]

Don't take away my shine, My shine is all I have, My heat, my love, my beauty and my glad

9 de fev. de 2009

Noite sem dormir

Eram duas e quarenta e dois da madrugada quando ela pegou a lanterna estrategicamente deixada no criado de cabeceira e saiu da cama. Apesar da noite quente de verão, calçou as pantufas para que o pisar ficasse mais silencioso. Foi ao banheiro, abriu a torneira e deixou que um cintilante fiapo de água escorresse, acendeu a luz, e fechou a porta, tudo apenas para, no caso de alguém na casa despertasse, atrair a atenção e imaginasse que era apenas uma ida noturna ao banheiro, e foi em direção ao quarto de estudos, com a lanterna calculosamente com as pilhas fracas para que não emitissem luz além da necessária pra que ela se guiasse pelo já tão conhecido caminho na própria casa, abriu a porta do guarda roupas e tateou por cima da pilha de livros que ele guardava até encontrar o que queria.
Voltou para o quarto já sem cuidado nenhum, aturdida pelo que viria a seguir, já tinha o que queria em mãos, a caixa de lápis de cor. Fechou a porta atrás de si, acendeu a luz, sentou na cama e pôs-se a desenhar.
São assim todas suas madrugadas de insônia, com todos os elementos e cores preparados e esperando ansiosos por elas.
Começo a desconfiar que a ânsia dos lápis coloridos e dela de preencherem a folha branca em mil tons que tem lhe tirado o sono com mais freqüencia.